A Banda que Gravou um Disco e Nunca Mais Tocou Junto

Por: Savage em 19 de dezembro de 2025

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A Banda que Gravou um Disco e Nunca Mais Tocou Junto

Na história do rock, separações são comuns.
Mas existe um caso diferente — quase silencioso.

Uma banda que entrou em estúdio, gravou um álbum inteiro…
e nunca existiu como banda de verdade depois disso.


Seattle, início dos anos 90

No final dos anos 80 e começo dos 90, Seattle ainda não era um rótulo comercial.
Era uma cena crua, pequena, onde músicos se conheciam, dividiam palcos e perdas.

Foi nesse contexto que nasceu o Temple of the Dog.


Quem eram os músicos

O projeto foi idealizado por Chris Cornell, vocalista do Soundgarden, como uma homenagem a Andrew Wood *1966 ✝ 1990, seu amigo pessoal e vocalista do Mother Love Bone, que havia morrido em 1990.

Para gravar o disco, Cornell reuniu músicos que estavam ali, no mesmo círculo:

  • Chris Cornell *1964 ✝ 2017 — vocais (Soundgarden)

  • Stone Gossard *1966 — até hoje na ativa — guitarra (Mother Love Bone / Pearl Jam)

  • Jeff Ament *1963 — até hoje na ativa — baixo (Mother Love Bone / Pearl Jam)

  • Mike McCready *1966 — até hoje na ativa — guitarra (Pearl Jam)

  • Matt Cameron *1962 — músico ativo; ex-Soundgarden, ex-Pearl Jam — bateria

Em uma das faixas, “Hunger Strike”, os vocais foram divididos com Eddie Vedder, que ainda nem era conhecido do grande público.


Um disco feito de luto, não de carreira

O álbum foi gravado rapidamente, sem pressão comercial e sem planos de turnê.
Não havia ensaios longos, estratégias ou intenção de transformar aquilo em uma nova banda.

Era um registro emocional.

As músicas falavam de:

  • Perda

  • Culpa

  • Amizade

  • Fim de ciclos

Quando o disco ficou pronto, todos entenderam a mesma coisa — mesmo sem dizer em voz alta:

Aquilo não era para continuar.


Por que nunca tocaram juntos de verdade?

Porque não fazia sentido.

O Temple of the Dog não nasceu para ocupar palcos, mas para fechar uma ferida.
Seguir em frente como banda significaria transformar o luto em produto.

Cada músico voltou para seu caminho:

  • O Soundgarden cresceria

  • O Pearl Jam nasceria ali

  • A cena de Seattle explodiria logo depois

O disco saiu quase despercebido em 1991.
Só anos depois, quando o grunge virou história, ele foi redescoberto como um álbum essencial.


Um disco que existe sozinho

Houve raras apresentações especiais, muitos anos depois.
Nada de turnês, nada de continuidade real.

O Temple of the Dog permanece como:

  • Um álbum único

  • Um momento específico

  • Uma banda que só precisava existir uma vez


Por que essa história importa?

Porque o rock nem sempre transforma tudo em legado comercial.
Às vezes, ele apenas registra um momento — e deixa o silêncio cuidar do resto.